Simone

O Fórum (Foro), a praça principal da cidade, repleta de edifícios no entorno e no centro, destinadas a fins religiosos, políticos e administrativos, é um dos locais mais fotografados. Ali era onde todos se reuniam e tudo acontecia. De formato retangular, era rodeado por um pórtico de colunas (cujos vestígios sobreviveram à tragédia).

A Casa do Fauno (Casa del Fauno) é a maior casa privada de Pompeia, ocupando um quarteirão inteiro. É chamada dessa maneira por possuir uma delicada estátua de bronze que retrata a figura de um Fauno dançante, deus da mitologia romana, localizada em seu impluvium (tanque central utilizado para armazenar a água da chuva, que entrava por uma abertura no teto da residência). Os mosaicos preservados no chão merecem destaque.

A Via dell’Abbondanza é a avenida principal de Pompeia, que cortava e unia as mais importantes regiões da cidade. Sempre muito movimentada, possuía diversos tipos de comércio e restaurantes, similares aos estabelecimentos que vemos hoje. Dá para se ver um deles na parte frontal do domus (casa) de Vetutius Placidus, onde um balcão com orifícios, criados de modo a manter a comida aquecida em jarros de cerâmica para ser oferecida (pronta, como num self-service) ao consumo dos transeuntes. O nome desse tipo de estabelecimento é Thermopolium.

Pompeia também tinha seu “Coliseu”, um anfiteatro e ainda mais antigo que o de Roma (na verdade, um dos mais velhos que se conhece). Data de 80 a.C e era dedicado exclusivamente às lutas de gladiadores e combates com animais ferozes. Pisar na arena é algo indescritível.

O Jardim dos Fugitivos (Orto dei Fuggiaschi) é impactante. É um dos locais onde se vê corpos moldados pelas cinzas da erupção vulcânica, como que mumificados na posição em que se encontravam.

As Termas do Forum (Terme del Foro) eram locais públicos onde os romanos se dirigiam não só para se banhar, mas principalmente para conversar e relaxar. Em Pompeia havia salas separadas para homens e mulheres, com opções de banho aquecido ou gelado.

Lupanar é um dos pontos mais curiosos e conhecidos de Pompeia: seu prostíbulo. Os romanos não tinham muito pudor nem tabus quanto ao sexo, então é possível ver nas paredes dezenas de pinturas retratando as atividades realizadas nos cubiculums (quartos). O recinto é chamado de Lupanar, pois Lupa, além de loba, significa prostituta em latim.

Terma Estabianas (Terme Stabiane) era a maior terma de Pompeia, impressionantemente conservada, com grande parte da estrutura de seu teto intacta, mantendo inclusive alguns de seus detalhes decorativos.

O Grande Teatro, construído nos moldes gregos, no século II a.C., era utilizado para concertos musicais e leituras poéticas. Ao seu lado, fica o Pequeno Teatro. Ambos imperdíveis.

A Villa dos Mistérios (Villa Dei Misteri) era a residência aristocrática construída na primeira metade do século II a.C, fora das muralhas de Pompeia, mas bem ao lado da cidade. É incrível o seu estado de conservação e o seu tamanho (são mais de 30 cômodos). A construção é muito similar a uma mansão atual de proporções gigantescas, inclusive na suntuosidade da decoração e de seus afrescos.

A Villa Dei Misteri é assim chamada porque o significado de alguns de seus ricos e belos afrescos ainda continua sendo um mistério.

Apesar de estar na parte externa, o acesso somente pode ser feito seguindo-se as indicações que partem da área arqueológica. O percurso leva uns 10 minutos no total, a pé.

Mas caminhar por essa cidade não é problema. É uma grande descoberta. A dica é ir cedo, pois o local fica lotado de turistas. Assim, você não perde tempo em filas e aprecia melhor cada espaço dessa cidade em ruínas. 

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