Simone

Santuário da Imaculada Conceição do Antônio Dias
Construída entre 1727 e 1746, onde existia a capela de Nossa Senhora da Conceição erguida por Antônio Dias (bandeirante e descobridor de Ouro Preto) em 1699.

O projeto e a construção são de Manuel Francisco Lisboa, pai do Aleijadinho, ambos lá sepultados. Sedia, também, o Museu Aleijadinho, com acervo constituído de obras do artista.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar
Inaugurada em 1733 possuindo mais de 400 quilos de ouro em sua estrutura, mesmo sem estar concluída, em torno da capela que ali existia sob invocação de Nossa Senhora do Pilar.

A planta é de autoria do arquiteto Pedro Gomes Chaves. Abriga, hoje, o Museu de Arte Sacra de Ouro Preto, que reúne imagens religiosas do século XVIII, documentos, algumas peças e vestimentas usadas na celebração do Santíssimo Sacramento. Destaque para a imagem de Nossa Senhora das Mercês, com brincos de Topázio Imperial, atribuída a Aleijadinho.

Igreja de São Francisco de Paula
A última igreja do período colonial a ser construída, entre 1804 e 1884. Possui arquitetura de estilo rococó e apresenta uma imagem do santo no altar-mor, atribuída a Aleijadinho. Situa-se num dos pontos mais elevados de Ouro Preto, proporcionando uma bela vista.

Igreja de Santa Efigênia
Inaugurada em 1790. Entretanto, demorou 60 anos para ser finalizada. Na fachada, estão os relógios de pedra considerados os mais antigos de Ouro Preto. Oferece uma ampla vista do bairro de Antônio Dias (em homenagem ao bandeirante e descobridor de Ouro Preto).

Curiosidade: a cidade de Ouro Preto era dividida ao meio pela Praça Tiradentes. De um lado, estava o bairro de Antônio Dias, conhecido como Jacuba e, do outro, Ouro Preto ou Pilar, conhecido como Mocotó. Dizem os Mocotós que o matadouro ficava ao lado do Pilar, portanto quem morava no Antônio Dias, só comia rapadura com farinha, jacuba. Da mesma maneira, os Jacubas diziam que apesar de estarem no matadouro, no Pilar, a carne ia toda para o Antônio Dias, ficando os moradores do Pilar apenas com as patas ou o mocotó.

No bairro dos Jacubas, estavam as grandes minas de ouro, mas quem negociava eram os Mocotós que acabaram se enriquecendo mais. Havia uma grande rivalidade entre os dois bairros e uma enorme disputa na realização das festas religiosas ou profanas, bem como nas questões políticas. Cada qual se esmerava para superar o outro. Muitas vezes essas disputas terminavam em brigas de fato.

A praça Tiradentes, que já foi Morro de Santa Quitéria e praça da Independência, é o ponto de divisa entre os dois bairros. Ultrapassar aquele ponto era se expor a muita confusão. A briga começava entre meninos, estendia-se aos adultos e acabava sempre em pedradas, pauladas, cabeças machucadas, narizes sangrando. A polícia, então, era chamada a intervir.

Igreja Nossa Senhora do Carmo
Construída em 1766 em estilo rococó e com azulejos portugueses (inéditos em Minas Gerais), era frequentada pela aristocracia de Vila Rica. Foi projetada por Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, e tem ornamentos assinados pelo próprio Aleijadinho e pinturas de Manoel da Costa Athayde (Mestre Athayde). Ao lado, está o Museu do Oratório.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário
A Igreja substituiu a primitiva capela, datada de 1709, na qual, de 1731 a 1733, esteve guardado o Santíssimo Sacramento da Paróquia, quando da construção da Matriz do Pilar.

O traçado circular é o ponto alto da arquitetura barroca mineira. Parte da obra é atribuída ao mestre Manuel Francisco de Araújo.

Igreja São Francisco de Assis
Considerada uma das obras-primas do barroco brasileiro, além de ser uma das maiores realizações do Aleijadinho (1730 - 1814). É uma das raras construções em que o projeto, a obra escultórica e a talha são de autoria de um mesmo artista, o que confere grande unidade e harmonia ao conjunto.

O conjunto da Igreja de São Francisco de Assis, com suas proporções reduzidas, arquitetura e decoração, constitui um exemplo bem acabado dos contornos que o rococó europeu aqui adquiriu, podendo ser descrito como uma sequência integrada de três volumes – nave, capela-mor e sacristia – de proporções harmônicas e ornamentação sóbria.

A Igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, também conhecida como Igreja Mercês de Cima, foi construída entre 1771 e 1793. A torre central, projeto do mestre Manuel Francisco de Araújo, foi erguida no início do século XIX.

Nas cores branca e amarela, sua portada e as janelas laterais, rasgadas com balcões de ferro, têm guarnições de pedra. E sobre a porta principal, um baixo-relevo da Virgem da Misericórdia.

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